Vida Universitária

terça-feira, 11 de agosto de 2009
Promessas


Promessas que envolvem "nuncas" ou "sempres" não são para mim.

Ouvir alguém dessa dupla entrando em meus ouvidos é como ouvir unhas raspando em uma lousa ou algo de teor igualmente desagradável. É quase como ver a cena de uma criança que persiste em encaixar o cilindro na fenda triangular, mas com tanta força, mas tanta força, que dá para ter certeza que vai encaixar. Simples: É agonizante.

Até entendo outras pessoas utilizarem-se tanto dessas palavras. Juro que entendo. Certo ou não, acredito que seja uma tentativa insana inocente de tentar trazer ao relacionamento ou a si mesmo uma (falsa) sensação de constância em meio a tantos exemplos de inconstância e efemeridade que nos cercam e sobram. O que é sólido hoje, amanhã encontra-se esvanecido no ar. Mas recuso-me a depositar em cinco letras a segurança, a concretude, a salvação ou o futuro de meus relacionamentos e da minha vida. Não. Prefiro viver nas incertas possibilidades do silêncio a viver no falso conforto restrito das palavras.

"Amar para sempre", "nunca trair", "confiar sempre", "nunca mentir", "sempre estar lá" e "nunca te deixar" são para mim o que álcool é para a chaga. Quero amar e desamar, ter o direito de errar, de desconfiar de um "juro de pé junto". Quero meus segredos, minhas omissões, minha vida que é só minha, quero meu direito de ir e vir.

Não quero contratos, quero a liberdade de nada prometido.
posted by Rafael @ 17:03  
1 Comments:
  • At 14 de agosto de 2009 às 20:32, Blogger zits said…

    As pessoas se utilizam dessas palavras pois tem a esperança de ter um "final feliz". Elas querem viver um conto de fadas.
    Eu acho que a idéia por trás delas é até que bonita. Você querer viver com alguém para sempre, querer nunca deixar de amá-lo/a são vontades bonitas.
    Só que prefiro estar em um relacionamento onde o que importa não seja o tempo de duração, e sim a qualidade dele. E quando digo qualidade falo de felicidade. Fiz/faço a outra pessoa feliz? Fui/sou feliz? Se sim, o relacionamento valeu/vale a pena. Pouco me importa se durará para sempre ou não, o que me importa de verdade é fazer do relacionamento o melhor possível enquanto durar. Se ele durar pelo resto de minha vida, ótimo. Se não, não é isso que importa no fim das contas.

    "Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure." Moraes, Vinícius de

    ps: viajei? rs

     
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Onde? Bauru, SP

Por quê? Depois de um intenso ano de estudos consegui o que queria: uma vaguinha em uma univer- sidade pública, no caso, a Unesp. Com o pacote, veio a necessidade de deixar Sampa City e começar uma nova vida aqui.

E...? Estudo psicologia

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