| domingo, 17 de maio de 2009 |
| O momento |
Trecho de "Waking Life":
"(...) É daí, eu acho, que veio a linguagem. Quero dizer, veio do nosso desejo de transcender o nosso isolamento e de estabelecer ligações uns com os outros. (...) Mas fica realmente interessante, eu acho, quando usamos esse mesmo sistema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos. (...) Quando eu digo "amor" o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa... viaja através de um canal labiríntico em seu cérebro... através das memórias de amor ou de falta de amor. O outro diz que compreende, mas como sei disso? As palavras são inertes. São apenas símbolos. Estão mortas. Sabe? E tanto da nossa experiência é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível. É indizível. E, ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros e sentimos ter feito uma ligação, e termos sido compreendidos, acho que temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos."
Acredito que passemos boa parte de nossa existência, se não ela toda, à procura destes momentos de comunhão, de inexprimibilidade, de momentos intensos e possivelmente prazerosos. E nessa busca às vezes inconsciente nos esbarramos com tais oportunidades e eventos de modos muitas vezes inesperados. Aquele olhar que durou alguns segundos a mais, naquele lugar que não costuma-se ir, naquela hora pouco propícia guarda, em si, uma potencialidade imensurável.
Todos os dias cruzamos com essas bombas de possibilidade infinita, mas são absurdamente escassos os dias em que temos a coragem de detoná-las. Há momentos que fazê-lo significa deixar de lado elementos profundos de nossos constituintes pessoais - a timidez, o medo, uma moral imposta, uma falta de fé. E assim vamos caminhando sobre um campo minado de possíveis acontecimentos, na maior parte do tempo cheios de medo de que pisemos em uma dessas minas e sua explosão nos atinja de tal forma que faça nossa estrutura pessoal tremer.
"A vida não é uma receita de bolo", disse um Doutor em Psicologia Social. De fato, ela não é... ou pelo menos não deveria ser. Viver sob o rótulo de uma série de regras e passos é empobrecedor demais. O que me cativa é o esquecer da farinha na receita, o excesso de açúcar, a falta de dosagem de chocolate, o cheiro do bolo queimado no forno. É aquele momento construído exclusivamente sob aquelas circunstâncias específicas. É o momento meu. |
posted by Rafael @ 21:53  |
|
|
|
| domingo, 3 de maio de 2009 |
| Frases |
Tem dias que outras pessoas falam sobre o que você quer falar de um jeito bem melhor.
"Porque muito pra mim é tão pouco E pouco é um pouco demais (...) Em guerra lutando por paz Muito pra mim é tão pouco E pouco eu não quero..." [Muito Pouco - Maria Rita]
"...e falta sempre uma coisa... um copo, uma brisa, uma frase; e a vida dói quanto mais se goza e quanto mais se inventa." [Fernando Pessoa]
“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!” [Florbela Espanca]
- Vamos buscar o tesouro que está naquela casa? - Mas não há nenhuma casa... - Então vamos construì-la! [Grouxo Marx] |
posted by Rafael @ 03:01  |
|
|
|
|
| |
| Pessoa |
|
Quem? Rafael
Rafael? Clique aqui
Onde? Bauru, SP
Por quê? Depois de um intenso ano de estudos consegui o que queria: uma vaguinha em uma univer- sidade pública, no caso, a Unesp.
Com o pacote, veio a necessidade de deixar Sampa City e começar uma nova vida aqui.
E...? Estudo psicologia
|
| Experiências anteriores |
|
| Recapitulando |
|
|
| |
| Links |
|
| Powered by |
 |
|