| quarta-feira, 8 de abril de 2009 |
| Amor e outros desastres |
Diálogos do filme "Amor e outros desastres", que eu recomendo!
A jovem Jacks conversa com seu amigo sobre seu parceiro, James. -That's not fair! I happen to care about James. A lot. And I hate the fact that he feels more than me. And I hate the fact that I'm not in love with him. Because I know I should be. Because he's smart and sweet and decent and I don't want to hurt him. I keep hoping thatI'll grow into it. That maybe one day I'll wake up and I'll feel... - What? - In love! You know, dizzy and feverish and nauseous... - That's not love, Jacks. That's the flu. Conversa entre Jacks e seu amigo romântico sobre Paolo, um jovem interessado nela. - You're flying to Argentina to meet the love of your life! - That's just it. I don't know that Paolo's the love of my life' but I've decided to give him the chance to be. Maybe true love is a decision. You know, a decision to take a chance with somebody. To give to somebody. Without worrying whether they'll give anything back. Or if they're gonna hurt you, or if they really are the one. Maybe love isn't something that happens to you. Maybe it's something you have to choose. - So what do I do? - Well, you could start by putting all of those fantasies of true love where they belong: into your work of fiction. O filme por si só já vale a pena ser visto por seu humor bem dosado e pelas sutis diferenças em relação às comédias românticas hollywoodianas às quais estamos todos acostumados, mas assisti-lo acompanhado de duas psicólogas que o analisaram foi-me de grande valia. A grande ênfase da análise foi o comportamento regido por regras e auto-regras das personagens do filme, mas tudo o que era dito por vezes me surtia o efeito de uma breve terapia em grupo. E, admito, não pude deixar de me pegar pensando muito a respeito de tudo o que era dito e do quanto eu me identificava com algumas daquelas personagens, cheio de regras pré-estabelecidas e de expectativas em relação a eventos, principalmente sentimentais.
Segundo a Análise do Comportamento, ou Behaviorismo - referencial teórico utilizado para a análise do filme -, os comportamentos, de maneira geral, se instalam no organismo por produzirem conseqüências que os reforçam. Foi fácil identificar os eventos que reforçam meus comportamentos regidos por regras e, conseqüentemente, as próprias regras. No entanto, atentei muito ao fato apontado pelas psicólogas de que embora seguir regras pressuponha uma maior probabilidade da ocorrência de eventos reforçadores, deixar-se sempre determinar pelas regras diminui em muito nossa sensibilidade às contingências, ou seja, a todos os outros eventos que nos cercam e são conseqüências de nossos comportamentos, a grosso modo, e que podem apontar para uma direção diferente daquela à qual a regra originalmente apontava. Assim, comecei a me perguntar o quão sensível eu estava às contingências ao meu redor, em especial àquelas que mostram as incoerências de minhas regras e comportamentos.
Mas, mais do que isso, perguntava-me - e ainda me pergunto - o quanto eu estava deixando minhas regras e ficções que envolviam o amor perfazerem uma série de comportamentos meus. A identificação das relações entre regras, comportamentos, contingências e incoerências é, sim, muito importante. Mas, (in)felizmente, não resolve problemas.
Talvez o amor seja, assim como Jacks disse, uma decisão voluntária e não um evento involuntário e avassalador que se parece com uma gripe. Seria ótimo terminar o post em um alto astral animador e com uma dose de otimismo misturada com uma pitada de ilusão, mas isso seria um tanto quanto hollywoodiano de minha parte. Preterir grande parte de minhas regras e expectativas que acumularam muitos aniversários ao meu lado é uma tarefa bastante árdua e aparentemente extensa. Mas admito que gosto desse tipo de trabalho. Todavia, tremo perante a decisão voluntária de abraçar um sentimento tão reforçador e ao mesmo tempo punidor como o amor. Admitamos, é muito mais fácil esperar que ele magicamente apareça em uma trombada na rua, acompanhado de uma trilha sonora romântica.
Ah, se tudo fosse um filme! |
posted by Rafael @ 22:41  |
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| terça-feira, 7 de abril de 2009 |
| As tardes |
Um sorriso seu, um beijo meu, um momento nosso. Seu olhar a mim, meu olhar ao nada, nossa história nada pacata. O abraço, o toque, o "sei que posso". O aconchego nosso, a palavra, no silêncio, falada, a vontade de estar no meio do nada. O sentimento pretenso, Todo o sentimento, por extenso.
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posted by Rafael @ 18:10  |
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Quem? Rafael
Rafael? Clique aqui
Onde? Bauru, SP
Por quê? Depois de um intenso ano de estudos consegui o que queria: uma vaguinha em uma univer- sidade pública, no caso, a Unesp.
Com o pacote, veio a necessidade de deixar Sampa City e começar uma nova vida aqui.
E...? Estudo psicologia
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