Vida Universitária

domingo, 24 de agosto de 2008
Madrugada


A noite era embalada por um silêncio que obrigava a introspecção, torturava a inércia, esmagava a estabilidade.

Sempre gostei do silêncio (e) da noite, mas aquela noite era diferente. Estava, de fato, só, mas não me sentia sozinho. Tudo parecia uma grande uniformidade silenciosa e eu, certamente, fazia parte dela.
Ventou.
Um vento forte, denso e frio chegou como um grito de desespero que buscava romper aquela união entre silêncio, natureza e homem. Bateu nas árvores, soou forte, esfriou-me. Aquilo não era vento - era uma força material e visível, anarquista em absoluto.
Embora seu objetivo tenha sido alcançado, o modo como fora executado permitiu que aquela união em plena gênese pudesse ser continuada: ao bater nas árvores e produzir seu som, o vento também derrubava as pequenas e velhas folhas que aguardavam oportunidade para seu desligamento. Eram tantas que parecia chover. Chuva sólida que eliminava, também, o silêncio e a introspecção, mas que fortalecia a união anterior. O vento foi-se, o frio e as folhas ficaram.

Unido com eliminador e eliminado, continuei a caminhar.

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E se faltar o vento, eu invento
posted by Rafael @ 21:58  
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Por quê? Depois de um intenso ano de estudos consegui o que queria: uma vaguinha em uma univer- sidade pública, no caso, a Unesp. Com o pacote, veio a necessidade de deixar Sampa City e começar uma nova vida aqui.

E...? Estudo psicologia

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