| quarta-feira, 12 de março de 2008 |
| Bon appetit! |
A despedida de São Paulo foi difícil. Nos dias anteriores a ela, um inexorável medo acometeu-me e nada podia fazer ao não ser esperar o momento final como o gado que vai para o abate. Porém, para minha surpresa, no derradeiro dia não mais residia em mim esse medo e cedeu seu lugar para uma alegria agridoce: ter amigos mais do que especiais de quem poderia me despedir por um breve momento. Nas palavras deles, aquilo não era um “adeus” – era um “hasta luego”. Tudo foi regado a uma maravilhosa surpresa e lágrimas que eram mais do que lágrimas: eram palavras, sentimentos, promessas. Naquele momento, o amor tornou-se tangível.
Finalmente, cheguei em Bauru. E tenho de discordar de todas as piadinhas infames – Bauru não é um lanche. É um banquete. Eis o cardápio:
Aperitivos: No mínimo, exóticos - um apartamento sem eletricidade por quatro dias e sem gás por dois. Prato principal I: Veteranos de curso muito divertidos. Prato principal II: Colegas de sala à la mode. Alguns muito interessantes, outros, nem tanto. Uma pequena porção pode causar intoxicação alimentar. Acompanhamento I: Corpos escaldantes ao sol, bem passados, ao molho de guache e farinha - esmalte opcional. Acompanhamento II: Sotaques frescos recolhidos das mais diferentes partes. Saladas: Verde abundante com ênfase no prato do campus, com altas árvores e gostosas sombras. Sobremesas: Festas de todos os tipos, todos os dias. O sal do conhecimento de alguns professores acompanha todos os pratos.
Ao final do banquete, não há quem saia insatisfeito. Embora me falte o tempero das grandes amizades, a refeição ainda é degustável.
Agora, sozinho, começo a ver a falta de mágica na vida: A mesa da janta ainda continua lá até a manhã se nada for feito a respeito. É uma constatação mais do que óbvia, mas que todos deveriam sentir na pele. Inclusive, acho que um curso de disposição de pratos, panelas e copos no escorredor me seria bem-vindo! Ah! Não poderia deixar de expressar todo o meu amor pelo homem que inventou o teflon! És um verdadeiro salvador! |
posted by Rafael @ 16:26  |
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| 4 Comments: |
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Caramba! Perdi dois posts, mas ainda bem que nao comentei no anterior, pois so tenho uma coisa a dizer: queimaria no inferno :p heehe. Estou adorandoo esse `diario`, uma forma de fazer parte da sua vida, msm estando longe. Sinto falta, porem, de uma coisa: tempero, nao na sua acepcao, mas na minha - DETALHES. Como *disse* na nossa conversa na fila pra tirar dinheiro, GOSTO DE DETALHES NOS MOMENTOS ADEQUADOS. Quero mais mais mais mais...hahahaha...(insaciável)
Hey, mais triste ainda eh olhar pra panela e saber q não preparara a comida sozinha =/ rs Ah...sobre a disposição dos elementos: coloca as cindys atrás, grudadinhas, os copos na parte que estiver livre e, o resto, em cima dos copos...hahaha...se ainda não couber, coloca em cima dos talheres :ppp
Aaaah, e finalmente a salada esta fazendo parte da sua vida, nos dois sentidos ne? Aproveite a sobremesa, sinto falta dela, mas não precisa abusar, faz mal :p
(cant wait for the next one) take care, sweetieee
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eu quero ir pra bauruuuuu! beeeijo, coisa!
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Ta mais bauruense que paulistano? Pois é, há vida fora de Sampa! Curta!
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Quem? Rafael
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Onde? Bauru, SP
Por quê? Depois de um intenso ano de estudos consegui o que queria: uma vaguinha em uma univer- sidade pública, no caso, a Unesp.
Com o pacote, veio a necessidade de deixar Sampa City e começar uma nova vida aqui.
E...? Estudo psicologia
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