| quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 |
| Máquina humana |
A magnificência humana é de deixar qualquer um embasbacado, desde que analisada mais de perto. Somos máquinas maravilhosas capazes de realizar a mais incrível das construções e também a mais grotestca das atitudes. Nossa complexidade psicológica impede que qualquer julgamento maniqueísta nos seja dado e considerado correto (portanto, que queimem no inferno todos aqueles que acham que um cão é puramente bom e o homem, totalmente corrompido).
Além de todo nosso impressionante micromundo psicológico, nosso aparato fisiológico e anatômico também é de dar inveja: Produzimos uma gigantesca variedade de substâncias químicas responsáveis pelas mais diferentes funções, desde realizar parte de nossa digestão, até causar aquela sensação de alegria inigualável. Sem esquecer que regeneramos pequenas partes de nosso corpo, recuperando-nos de graves ferimentos e levando apenas mínimas seqüelas, em poucos dias.
Enfim, fomos projetados para muitas, muitas coisas. Exceto uma: a solidão. Quem já a sentiu em toda a sua infinita e esmagadora magnitude, sabe do que falo. A sensação é incomparável e as cicatrizes, às vezes, inesquecíveis. Com esse simples e ao mesmo sempo supercomplexo sentimento, todo o restante do organismo também é afetado. É um câncer que se espalha rápida e violentamente por todas as áreas, rendendo nossa mente e convidando alguns quadros psicológicos a ali se instalarem, como a tão manjada depressão.
A solidão é auto-imune: curá-la significa atacar a si mesmo em algum outro ponto. E também, de certa forma, vicia, já que há aqueles que, quando solitários, se afundam ainda mais em seu próprio buraco de isolamento.
Da mesma forma que o gigante Golias foi morto com uma pequena pedra, toda a excelência humana se dobra perante um sentimeto que nós mesmos criamos a partir do momento que construimos nossos laços emocionais. É, somos complexos, mesmo... |
posted by Rafael @ 14:57  |
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| 1 Comments: |
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uma vez sozinho, sempre sozinho... a solidão é aquela praga que nem o tempo é capaz de curar. odeio.
depois desse seu comentário, seu rafael, eu vou mudar de assunto! hahaha
beeijos.
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Quem? Rafael
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Onde? Bauru, SP
Por quê? Depois de um intenso ano de estudos consegui o que queria: uma vaguinha em uma univer- sidade pública, no caso, a Unesp.
Com o pacote, veio a necessidade de deixar Sampa City e começar uma nova vida aqui.
E...? Estudo psicologia
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uma vez sozinho, sempre sozinho...
a solidão é aquela praga que nem o tempo é capaz de curar. odeio.
depois desse seu comentário, seu rafael, eu vou mudar de assunto! hahaha
beeijos.